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Planear a equipa na restauração: escalas que acompanham o movimento

Planear a equipa na restauração: escalas que acompanham o movimento

Uma escala para um restaurante nunca está definitiva, porque o movimento da semana passada não diz tudo sobre a próxima. Planear pessoal a mais custa horas desnecessárias, planear pessoal a menos custa mesas, tempo de espera e clientes frustrados. Este artigo mostra como montar uma escala semanal que acompanha o movimento esperado, como lidar com uma baixa numa noite cheia, e como evitar que planear se torne, todas as semanas, um exercício de improviso.

Porque é que uma escala fixa não funciona

Um restaurante não tem um movimento fixo, mesmo que à primeira vista pareça que sim. Uma terça-feira comum de janeiro atrai um número de clientes diferente de uma sexta-feira de junho, e um esplanada extra muda por completo as contas. Uma escala que se cria uma vez e depois se repete todas as semanas planeia sistematicamente pessoal a mais nos turnos calmos e a menos nos turnos cheios. Ambos custam dinheiro: o primeiro em horas desnecessárias, o segundo em serviço lento e clientes que não voltam.

Construa a escala com base no movimento esperado, não no hábito

Antes de montar uma escala, veja o que já sabe: quantos clientes teve na semana passada no mesmo dia, há algum evento perto, é época de férias, cai algum feriado nessa semana. As reservas já confirmadas dão um limite mínimo certo; o resto é uma estimativa baseada em padrões que, ao fim de alguns meses, consegue prever bem.

O que fazer quando alguém fica doente

Uma baixa numa noite cheia não se evita, mas pode antecipar-se se já tiver pensado nisso antes. Saiba de antemão quem está disponível para chamadas e em que turnos, em vez de descobrir isso no momento em que alguém liga a avisar. Uma lista curta de quem normalmente está em cada turno e quem é o primeiro a ser chamado em caso de falta poupa muito pânico na hora.

Comparar custos de pessoal com a receita esperada

Planear pessoal ao sentimento leva quase sempre a demasiadas horas nos turnos calmos, porque ninguém se atreve depois a dizer que alguém podia ter ido para casa mais cedo. Calcule, por turno, aproximadamente qual a receita esperada e quais os custos de pessoal previstos: se essa relação estiver sistematicamente desequilibrada em certos dias, é um sinal para ajustar a escala nesses dias, não para a deixar como está só porque é assim há anos.

Uma escala que acompanha o movimento não é uma questão de planear com mais esforço, mas de planear com base no que já sabe, em vez de no hábito. Com um núcleo fixo, horas flexíveis para os turnos cheios e um plano claro para as faltas, improvisa-se menos todas as semanas.

Perguntas frequentes

Com quanta antecedência devo fazer a escala da equipa?

A maioria dos restaurantes planeia cerca de uma semana à frente, com um núcleo fixo já definido antecipadamente e horas flexíveis que se ajustam à medida que as reservas e o movimento esperado ficam mais claros.

Como evito planear pessoal a mais?

Planeie com base no movimento esperado por dia em vez de num padrão fixo, e verifique periodicamente se os custos de pessoal por turno estão em linha com a receita que esse turno costuma gerar.

O que faço se alguém ficar doente numa noite cheia?

Mantenha uma lista de quem está disponível para chamadas e em que turnos, para que, perante uma baixa, saiba de imediato quem chamar primeiro em vez de ter de descobrir isso na hora.

Fazer escalas para um restaurante é diferente de um evento de catering?

Sim. Num evento, planeia-se pessoal uma vez para uma equipa fixa. Num restaurante, cria-se uma escala nova todas as semanas, que acompanha um movimento que varia, com um núcleo fixo e horas flexíveis à volta.

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